|
Mulher
aparece nua em janela durante pouso do albatroz no filme
Bernardo e Bianca
A
Walt Disney Company, maior empresa de entretenimento do
mundo, admitiu em janeiro que o até então inofensivo desenho
animado Bernardo e Bianca (The Rescuer), produzido em
1977, contém imagens subliminares ao longo da fita.
A cena acontece aos 28 minutos do filme e é imperceptível
em velocidade normal. Os dois ratinhos — engajados
em ajudar uma menina a se livrar de seqüestradores —
estão viajando sobre um velho albatroz. Na aterrissagem,
o pássaro perde altura e passa em frente a vários prédios.
As fotos aparecem numa das janelas.
A Disney só admitiu o que chama de `imagens de fundo objetáveis`
depois que elas apareceram na Internet, a rede mundial
de computadores. A empresa informou que recolheu cerca
de 3,4 milhões de fitas nos EUA.
A cena de nudez explícita e subliminar no desenho animado
amplia suspeitas entre milhares de cristãos do mundo a
respeito da idoneidade moral da companhia e reabre discussões
sobre o mau uso da tevê entre crianças.
Nos EUA, por exemplo, a numerosa Convenção Batista do
Sul, que agrega cerca de 15 milhões de cristãos aprovou
há dois anos um boicote a todos os filmes, produtos e
centros de diversão da companhia, depois que o parque
temático passou a permitir que a comunidade homossexual
mundial comemorasse o Gay Day (Dia Gay) no Magic Kingdom.
A medida foi considerada polêmica — vários líderes
cristãos recusaram-se ao boicote, alegando que são sal
da Terra e que precisariam se misturar ao mundo para salvar
os perdidos. A maioria dos cristãos batistas, entretanto,
informados de que a empresa possui um histórico de mensagens
subliminares em seus filmes — alguns deles atacando
frontalmente o cristianismo — aderiu ao boicote,
que resultou em perda de faturamento da milionária companhia
e queda de prestígio em todo o mundo.
Inúmeros cristãos têm se levantado no planeta para denunciar
o que chamam de império satânico da Disney. O mais conhecido
deles é Josué Yrion, ministro da Assembléia de Deus nos
EUA e professor de Missiologia na Universidade de Pasadena,
Califórnia, EUA. Yrion já viajou por 57 países, sempre
denunciando o mal que a tevê, incluindo desenhos aparentemente
inofensivos da Disney, produzem nas crianças. Ele está
sendo processado pela Walt Disney Company.
Yrion ficou conhecido no Brasil no início do ano passado.
Após suas pregações, certos de que estavam à mercê de
um império satânico, centenas de cristãos no País destruiram
suas fitas de desenho animado da Disney e queimaram camisetas,
adesivos, chaveiros e até cadernos que traziam estampados
as imagens dos personagens da empresa.
Em razão da polêmica que o assunto despertava, ele foi
pouco comentado nas igrejas. A divulgação da cena de nudez
escondida durante a aterrissagem estabanada do engraçado
albatroz reabriu a questão a respeito do assunto.
O evangelista Marco Antonio Ripari, membro da Igreja Batista
Regular de Campinas, ardoroso defensor da saúde mental
e espiritual das crianças e crítico ferrenho do trabalho
da Disney, acredita que a comprovação da propaganda subliminar
no desenho apenas confirma o que Yrion — e ele,
no Brasil — vêm denunciando ao longo dos meses.
Na Edição impressa do Jornal Hoje - A Igreja em Ação,
foi publicada a informação de que, o pastor Josué Yrion
está sendo processado pela Walt Disney Company (Edição
16 - página 10). A informação não é verdadeira. Lamentamos
o erro. Luiz Cláudio Montanini - Editor
Mensagens visariam destruir próxima geração da Igreja
Entre inúmeras acusações de prática de satanismo, apoio
à comunidade homossexual e mensagens subliminares nos
desenhos (veja quadro nesta página) que seriam promovidas
e incentivadas pela Walt Disney Company, Ripari denuncia
o que considera uma estratégia maligna para afetar a próxima
geração da Igreja. O pregador está convencido que o diabo
possui uma estratégia de tentar acabar com o Corpo de
Cristo num futuro próximo, isto é, assim que as crianças
crescerem. A forma de ataque embute a mais inofensiva
das formas, o desenho animado, oferecido de graça pela
`babá eletrônica`, a televisão.
Ripari tem razão em criticar alguns desenhos animados.
Segundo mapeamento estatístico da Organização das Nações
Unidas -- ONU, realizado em seis emissoras de tevê aberta,
em 71 horas de desenho transmitidos em agosto de 1998,
a cada 60 minutos de desenho animado apareciam 20 crimes.
Em uma semana de pesquisa foram detectados 1.432 crimes,
apenas em desenhos animados. No Brasil, as redes Bandeirantes
e Record, seguidas pela Globo, foram as que mostraram
mais homicídios.
Baseado nestas informações, Ripari tem saído para pregar
em igrejas, sempre a respeito do mau uso da tevê pelas
crianças. Já falou em 89 igrejas de 29 denominações e
23 cidades do País. Organizado, tem anotado o número de
crianças que afirma terem entregado a vida a Jesus, após
ouvir a pregação e assistir a fita `Salve Seus Filhos`,
que trata do assunto. `Foram 1.348 crianças ganhas para
Jesus no ano passado e 150 já neste ano`, exulta o missionário.
Em suas pregações, Marco Antonio Ripari não pede aos pais
que desliguem a tevê. O que faz é um alerta sobre seus
perigos. `Precisamos saber o que nossos filhos estão comendo.
Hoje, porque trabalham fora e auxiliam no sustento da
casa, milhares de mães saem de manhã e deixam as crianças
sendo cuidadas por uma babá eletrônica.
É isto o que o diabo quer. Ele não sai por aí dizendo
que é o diabo e assustando a todas as crianças. A estratégia
é entrar exatamente nas salas de visitas e, não raro,
nos quartos das crianças, para que eles próprias assistam
o que bem entendem`.
Ripari sugere que as famílias mantenham os televisores
ligados para as crianças, mas sempre em algo benéfico,
como as tevês educativas — e sempre acompanhadas
por algum adulto esclarecido na Palavra de Deus e atento
às artimanhas do diabo.
Também sugere que os pais comprem ou aluguem fitas de
video cristãs, que realmente edifiquem os pequeninos.
Interessados em saber mais sobre o assunto, liguem (19)
3269-5691.
DOSSIÊ ANTI-DISNEY
Depois que a notícia sobre existência de imagens subliminares nos desenhos da Disney foram divulgadas, inúmeros pesquisadores saíram à caça de maiores evidências. A lista foi ampliada. São evidências e provas demais para ignorá-las. Veja as principais:
No filme Mowgly, a serpente diz a Mogly que olhe em seus olhos, porque o levaria para o abismo, de onde jamais poderia sair.
No filme Robim Hood, o herói usa uma bola de cristal para chamar o ‘príncipe das trevas’ e faz conjuros com os dedos das mãos, sinais reconhecidos como os mesmos utilizados pelos satanistas para invocar demônios.
No filme Hércules, o diabo sai do meio do abismo e diz que seu nome é Hades, o senhor da morte.
A capa do vídeo A Pequena Sereia é apontada como pornografia infantil. Teria a forma de um pênis ereto. No filme, na cena do casamento, a boneca Ariel fica excitada.
O gato do filme Cinderela se chama Lúcifer.
O significado indígena da palavra Pokahontas é espírito invocado do abismo. A garota do filme vai a uma árvore e consulta o espírito de alguém que teria morrido há 400 anos.
A revista Time considerou O Rei Leão como o mais sujo e perverso filme para crianças já produzido pela Disney. Há um leão efeminado, ensinos de bruxaria — consulta aos mortos — e quando Simba bate as patas em uma pedra e o pó se levanta, aparece a palavra sexo, em inglês, numa fração de segundos.
O Homem Aranha lança suas teias fazendo o sinal do ‘cornudo’ . especialistas acreditam que o sinal tem o efeito de maldição sobre as crianças.
Em junho de 1996, 97 e 98 a Walt Disney World foi a anfitriã do 6º, 7º E 8º Dia Anual de Gays e Lésbicas. Num desenho animado, os organizadores retrataram Mickey Mouse e Pato Donald como amantes homossexuais e Minnie e Margarida como lésbicas. A companhia não fez nenhuma objeção pública.
Os atores Ernie Sabella e Nathan Lane disseram que as personagens que interpretaram (Timão, o siricate e Pumbaa, o javali) no filme O Rei Leão foram `as primeiras personagens homossexuais da Disney a aparecerem na tela...` (New York Times, 12.06.94.)
A Disney contratou Devin Smith para produzir dois filmes: Dogma, que ataca o cristianismo, dizendo que a crença cristã é um pouco mais que mitologia (Daily Variety, 03.11.95)
|